LEIS, RESPEITO E DEMOCRACIA.

Ditadores


É interessante que os que defendem a postura de Hugo Chávez e de seu principal aliado, Evo Morales, não notem os sinais claros de que esses senhores na realidade são nada mais que aproveitadores e déspotas esperando para acontecer.

As provas se acumulam e o perigo para o continente também. Mesmo assim, os saudosistas de um regime, que nem em sua origem deu certo, estão ansiosos para que fatos do passado se repitam e que pessoas mandem em seus pensamentos.

Com a derrota de Chávez do plebiscito, fica cara a posição do povo venezuelano contra seus sonhos megalomaníacos e messiânicos de salvador das Américas. Ficam também, muito mais evidentes, que seus objetivos passam longe de fortalecerem a democracia local e a defesa da liberdade. Sua afirmação de que “…foi uma vitória de merda..”; e que sua derrota foi “corajosa”, dá o tom para o que se seguirá; como ele mesmo já disse, seus projetos derrotados, serão encaminhados para a assembléia venezuelana que os aprovará sem sombra de dúvidas, uma vez que é controlada por ele. E, onde fica a democracia? Onde fica a vontade do povo, claramente manifestada no plebiscito? Debaixo da sola de suas botinas messiânicas é claro.

Na Bolívia, ocorre à mesma coisa. Evo, sem conseguir aprovar sua constituição “libertadora”, contraria todas as leis do país; convoca seus aliados para uma região remota e, sem dar tempo para que os opositores chegassem para as votações, aprova sua farsa constituinte. Sendo que, para isso, foi necessária a alteração de uma lei que previa a aprovação por dois terços dos parlamentares constituintes, o que não havia. Assim, passando-se por cima das leis existentes e atropelando-se a democracia com o rolo compressor da truculência, o messias cocaleiro aprovou a “Refundação da Bolívia”. Uma piada indígena, onde quem ri é maluco ou não quer ver o desenrolar da coisa.

Como líderes que se dizem democratas e favoráveis às minorias, podem aprovar leis importantes sem que o povo, ou seus representantes esteja de acordo ou tenham sequer a chance de manifestarem-se a respeito? Como líderes democratas e sérios, mergulham seus países na miséria e a carestia, indo contra toda à vontade da nação, apenas para manter um estranho culto as suas personalidades? Como, numa democracia, as leis são desrespeitadas e esmagadas com os punhos do Estado, sem que sequer tenha sido dada a chance de uma análise das propostas pelo povo?

Esse comportamento, muito mais se assemelha ao de ditadores do que a de líderes democráticos. Imagine se amanhã, Lula baixasse um decreto caçando a concessão da Rede Globo, determinasse que nosso fuso horário seria diferente do legal e que as instituições e leis que fossem contra ele, deveriam ser encerradas? O que você faria? E se, ao manifestar-se contrário a isso, você fosse taxado de subversivo e fosse perseguido? Tenho plena certeza de que não gostaria.

Ao longo da história, diversos exemplos elevam-se para nos mostrar o quão frágil é a liberdade. E, por isso mesmo, quão valiosa ela é. Tudo começa assim; ignoram-se leis, ignoram-se procedimentos políticos e, de repente, pés chutam portas a noite e pessoas desaparecem. Seja esquerdista, moderado ou de direita; seja revolucionário ou militarista; o ditador é o mal em si. Representa tudo o que deve ser execrado e banido de nossas sociedades. É a concepção de que apenas um homem sabe o que é bom e certo; e que a verdade não tem suas mil faces. O ditador é o mal personificado. Seja civil; militar; norte ou latino americano; católico; judeu; muçulmano; budista ou de que religião, classe social ou organização pertença.


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