Nada sobre mim – mania que as pessoas têm de interpretar citações, querer que tenham relação com a vidinha quotidiana. Quero apenas provar que o cara é bom – como se precisasse de prova. Ok., também estou a preferir Borges, mas são diferentes. Os diálogos do cortázar parecem reais. Poderiam ter acontecido com qualquer um, exatamente dessa forma, com essas palavras e pausas.
E sou bobo principalmente, pode acreditar, porque me falta o que sobra em Juan: entusiasmo.
– Às vezes – comentou ela, baixando a cabeça – ele me parece tão menino ao teu lado.
– Um belo elogio – reconheceu Andrés passando levemente a mão pelos seus cabelos.
– Você merece – afirmou Clara..
– Não, não estou falando de mim.
– Ah.
[. . .] 4 páginas de supressão [. . .]– Não creio que poderia me esquecer. Tudo está contra nós, Andrés.
Juan fazia sinais para eles enquanto ouvia o cronista. Olhando para o chão, Clara começou a andar pela galeria.
– É inútil e não te servirá de nada – murmurou com uma voz que a Andrés pareceu antiga, de quando ela lhe falava com esta voz. – Mas quero que saibas que sinto muito.